sexta-feira, 26 de setembro de 2008
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Filme da semana: Cronicamente Inviável

O filme apresentado essa semana, dia 19 de setembro, às 21h10, será Cronicamente inviável.
Aguardamos todos lá.

Abraço,
Caco.
O filme "Cronicamente Inviável" narra trechos das histórias de vida de seis personagens (Alfredo, Amanda, Adam, Carlos, Luis e Maria Alice), mostrando a dificuldade de sobrevivência mental e física em meio ao caos da sociedade brasileira, que atinge a todos independentemente da posição social ou da postura assumida. Estas situações têm como fio condutor um restaurante num bairro rico de São Paulo, que é de propriedade de Luis (Cecil Thiré). Ele é um homem de meia idade, refinado, acostumado com as boas maneiras, mas ao mesmo tempo irônico e pungente. Alfredo (Umberto Magnani) é um escritor que está realizando um estranho passeio pelo país, buscando compreender, a partir de uma visão ácida da realidade, os problemas de dominação e opressão social. Adam (Dan Stulbach), recém chegado do Paraná, é o mais novo garçom do restaurante de Luis, e se destaca dos demais empregados por sua descendência européia, tanto por seu aspecto físico, quanto por sua boa instrução e insubordinação. Maria Alice (Betty Gofman) é uma carioca classe média-alta que está sempre preocupada em manter o mínimo de humanidade na relação com as pessoas de classe mais baixa. É casada com Carlos (Daniel Dantas), um homem com uma visão pragmática da vida, que acredita na racionalidade como forma de tirar proveito da bagunça típica do Brasil. Amanda (Dira Paes), gerente do restaurante de Luis, é uma pessoa cativante, com um passado incerto, encoberto pelas várias histórias que costuma contar para os amigos e os refinados clientes do restaurante.
Crítica:
Neste programa, dois filmes reforçam a urgência de um cinema de confronto, provocação e polêmica, no panorama atual onde o cinema brasileiro anda cada vez mais comportado: o longa Cronicamente inviável, de 2000, e o curta Divina previdência, de 1983. Ambos exibem, e muitas vezes gritam, a preocupação com a representação da realidade social e política do país através das fraturas do tecido social de um mundo degradado ecologicamente, como nas imagens impressionantes de uma floresta amazônica queimada de Cronicamente, ou povoado por personagens acuadas e submetidas a massacres cotidianos, como o desgraçado indivíduo em busca de atendimento nas filas e na burocracia do sistema público de saúde de Divina previdência. Trata-se de um cinema que não tem medo de expor ao ridículo figuras detentoras do poder corrupto e institucionalizado, num acúmulo de tipos, situações e recorrências que explodem, de forma esgarçada, a linguagem do mundo organizado.
Sérgio Bianchi pertence a uma geração intermediária entre os realizadores pós-Cinema Novo, mais próximos do chamado “cinema marginal”, que surge entre as décadas de 1960 e 1970. Sua filmografia é marcada por uma aguda necessidade de questionar o país em suas tragédias nacionais, econômicas, culturais e sociais e a própria linguagem cinematográfica, que torna possível a representação do que vivenciamos como “Brasil”. Para isso, apaga as fronteiras entre o que se convencionou classificar como ficção e documentário. Em diferentes chaves, assiste-se ao cinema da distopia, onde o desencanto acompanha a reflexão enviesada sobre tudo aquilo que não deu e nem dá certo. O espectador é constantemente interpelado através de personagens que se dirigem diretamente à câmera e convidado a participar de um questionamento sem saída. A intenção, como deixa claro o primeiro plano de Cronicamente inviável, é incendiária. O fogo ateado a um ninho de vespas prepara o espectador, de certa maneira, para o que virá pela frente. A estrutura episódica encontrada neste filme parece servir de pretexto para mostrar uma espécie de colagem de microcosmos de histórias e motivações pessoais que inter-relacionam as mazelas do país com a agressividade necessária para abalar a indiferença e a anestesia reinantes. Trata-se de um cinema que vem ampliando seu caminho de radicalização diante dos “horrores” nacionais. Mas há espaço, também, para o humor, ainda que corrosivo e irônico, ainda que o riso provocado seja um riso de tom francamente “amarelo”.
João Luiz Vieira é professor do Departamento de Cinema e Vídeo da Universidade Federal Fluminense e autor de, entre outros, Câmera-faca: o cinema de Sérgio Bianchi, publicado em Portugal (2004) pelo Festival de Cinema Luso Brasileiro de Santa Maria da Feira.
(SP, 2000, Fic, Cor, 35mm, Dolby Digital, 102´)
Direção: Sergio Bianchi
Roteiro: Sergio Bianchi e Gustavo Steinberg
Empresa produtora: Agravo Produções Cinematográficas
Produção executiva: Sergio Bianchi ,Gustavo Steinberg e Alvarina Souza Silva (RJ)
Direção de produção: Carmem Schenini e Rossine A. Freitas (RJ)
Diretor de fotografia: Marcelo Coutinho e Antonio Penido (RJ)
Montagem: Paulo Sacramento
Direção de arte: Beatriz Bianco, Pablo Vilar e Jean-Louis Leblanc (RJ)
Figurino: Beatriz Bianco e Luiza Marcier (RJ)
Técnico de som direto: Heron Allencar
Edição de som: Miriam Biderman
Mixagem: José Luiz Sasso
Estúdio de som: JLS
Elenco:
Cecil Thiré,
Betty Goffman,
Umberto Magnani,
Daniel Dantas,
Dira Paes,
Dan Stulbach,
Leonardo Vieira.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Sessão do dia 12 de setembro

Caros Amigos.
No dia 12 de setembro apresentaremos o drama brasileiro Amarelo Manga.
Seguem informações sobre o filme:
Amarelo Manga
Brasil, 2003, drama, 100 min.
Classificação Indicativa: 18 anos
Guiados pela paixão, os personagens de Amarelo Manga vão penetrando num universo feito de armadilhas e vinganças, de desejos irrealizáveis, da busca incessante da felicidade. O universo aqui é o da vida-satélite e dos tipos que giram em torno de órbitas próprias, colorindo a vida de um amarelo hepático e pulsante. Não o amarelo do ouro, do brilho e das riquezas, mas o amarelo do embaçamento do dia-a-dia e do envelhecimento das coisas postas. Um amarelo-manga, farto.
Direção: Cláudio Assis
Roteiro: Hilton Lacerda
Elenco: Matheus Nachtergaele, Jonas Bloch, Dira Paes, Chico Diaz, Leona Cavalli, Conceição Camarotti, Cosme Prezado Soares, Everaldo Pontes, Magdale Alves, Jones Melo
Empresa Produtora: Olhos de Cão Produções Cinematográficas
Produção: Paulo Sacramento
Currículo do filme
Prêmios: - Melhor Filme - Fórum do Novo Cinema, concedido pela Federação Internacional dos Cinemas de Arte (CICAE) - 53o Festival de Berlim - Alemanha (2003)- Melhor Filme - 15o Festival de Cinema Latino-Americano de Toulouse - França (2003)
- Melhor Filme de Diretor Estreante - Opera Prima - 25o Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano - Havana, Cuba (2003)
- Melhor Filme e Melhor Ator - 7º Festival de Cinema Luso Brasileiro de Santa Maria da Feira - Portugal (2003)
- Melhor Filme, Melhor Filme na escolha da Crítica, Melhor Filme na escolha do Público, Melhor Ator, Melhor Fotografia e Melhor Montagem - 35o Festival de Brasília - Brasil (2002)
- Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino, Melhor Música, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Montagem - 13o CineCeará - Brasil (2003)
- Melhor Fotografia - 7o Festival de Cinema Brasileiro de Miami - EUA (2003)
- Melhor Diretor e Melhor Montagem - APCA - Associação Paulista de Críticos de Arte - São Paulo, Brasil (2003)
- Melhor Filme na escolha do público - Festival SESC dos Melhores Filmes - São Paulo, Brasil (2003)
- Melhor Fotografia - Grande Prêmio TAM do Cinema Brasileiro - Rio de Janeiro, Brasil (2004)
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Sessão dia 05 de setembro

Caros Amigos.
Nesse dia 05 de setembro apresentaremos o drama brasileiro "A hora da estrela".
Seguem informações:
A hora da estrela
Brasil, drama, 1985, 96 min.
Baseado no romance homônimo de Clarice Lispector, é primeiro longa-metragem de Suzana Amaral. Modelo fértil para a história da adaptação cinematográfica brasileira pela forma criativa com que trabalha o discurso literário e sua transposição para o cinema. Narra a tragédia social do retirante nordestino a partir do percurso de Macabéa, uma imigrante alagoana que abandona o Nordeste para viver na metrópole. Alcançou expressiva repercussão e conquistou alguns dos principais prêmios nos festivais de Brasília e Berlim.
Direção Suzana Amaral
Elenco:
Marcélia Cartaxo
José Dumont
Tamara Taxman
Fernanda Montenegro
Denoy de Oliveira
Sônia Guedes
Lisette Negreiros
Cláudia
Humberto Magnani
Newton Cannito
No enredo, Macabéa é uma imigrante nordestina semi-analfabeta que trabalha como datilógrafa numa pequena firma e vive numa pensão. Ela conhece o também nordestino Olímpico, um operário metalúrgico, e os dois começam a namorar. Mas Glória, uma colega de trabalho de Macabéa, rouba-lhe o namorado, seguindo o conselho de uma cartomante. Macabéa faz uma consulta à mesma cartomante e esta prevê seu encontro com um homem rico, bonito e carinhoso. Macabéa sai feliz, sem saber o que a espera.
A comparação com o livro evidencia as opções estéticas da adaptação de Suzana Amaral. No livro, o narrador se esforça para entrar na mente do outro, do nordestino, e discorrer sobre um melodrama social. O tema social não é algo comum na obra de Clarice e, ao abordá-lo, ela optou pela metalinguagem, em um livro que discute as limitações e também as possibilidades do romance social.
O filme não se utiliza do personagem do narrador. Suzana Amaral partiu de um livro moderno e o transformou num filme de roteiro clássico. E um excelente filme clássico. O que no livro era uma reflexão sobre a possibilidade de contar uma história, no filme se transforma numa história muito bem contada. O livro era um meta melodrama-social e o filme tem a coragem de ser um melodrama social.
Para melhorar a narração dessa história, Suzana Amaral utiliza vários recursos clássicos. O roteiro constrói cenas de apresentação com os personagens em ação e divide alguns personagens do livro em dois, para possibilitar os diálogos típicos do modelo do drama.
Todos os outros recursos da linguagem cinematográfica também estão a serviço de contar bem a história. A direção é concisa e opta por se ocultar para deixar fluir melhor a história. Os atores interpretam seus personagens na dose certa, evitando a exacerbação do melodrama social ou da comédia popular. A performance valeu à Marcélia Cartaxo (Macabéa) um Urso de Prata em Berlim, em 1986. Diálogos do livro de Clarice foram mantidos praticamente na íntegra, em especial os excelentes trechos da relação entre Macabéa e Olímpico, que revelam muito sobre os imigrantes nordestinos. Tudo isso constrói um obra coesa. Tanto que o longa foi fartamente premiado no Festival de Brasília (1985) e Suzana foi escolhida melhor diretora em Havana (1986).
Uma outra comparação interessante é entre o longa-metragem de Suzana Amaral e o primeiro episódio da série ?Cena Aberta?, também uma adaptação de ?A Hora da Estrela?, dirigido por Jorge Furtado e disponível em DVD. No seriado, a história do livro é debatida e dramatizada por pessoas reais. Furtado inventou uma maneira de trazer para a adaptação audiovisual o que Clarice Lispector tinha introduzido no romance: uma reflexão sobre as dificuldades de contar uma história.
A comparação entre o livro, o filme de Suzana Amaral e a versão de Jorge Furtado serve como uma reflexão sobre as formas de contar histórias no cinema e na literatura.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Chega de saudade - Sessão 29 de agosto

Caros Amigos do Cinema.
Em nossa tradicional sessão de sexta, será apresentado o drama brasileiro "Chega de saudade", às 21h, em parceria com o Cine Santa Cruz.
Chega de Saudade
Brasil, 2008, drama, 92 min.
Um baile acontecerá em um clube de dança em São Paulo. Desde quando o salão abre suas portas, pela manhã, até seu fechamento ao término do baile, pouco após a meia-noite, diversos personagens rodeiam o local.
Elenco: Tônia Carrero; Leonardo Villar; Betty Faria; Cássia Kiss; Stepan Nercessian; Maria Flor; Paulo Vilhena.
A vida dança e dói em "Chega de Saudade"
Por João Daniel Donadeli
http://jornalirismo.terra.com.br/content/view/355/29/
O homem é um ser complexo, em perpétua transformação. É insuficiente, incompleto, errante e, também, dançante. Estes são os conceitos-chave que enredam o filme Chega de Saudade, de Laís Bodansky, em cartaz nos cinemas.O filme tem como plano principal um baile de terceira idade e, como plano de fundo, a complexidade desse ser tão difícil de conceituar que é o homem.
Chega de Saudade se passa em um único dia, que começa, à tarde, com a chegada do DJ Marquinhos (Paulo Vilhena, de O Magnata) e sua namorada, Bel (Maria Flor, de Proibido Proibir), e termina por volta da meia-noite, com a saída dos últimos pés-de-valsa.
A trama é conduzida principalmente por três casais que se intercalam no decorrer do tempo fílmico: Marquinhos e Bel, casal jovem e cheio de vitalidade, com seus desajustes; Álvaro e Alice, um casal contrastante de terceira idade e freqüentadores do baile; e Eudes e Marici, também freqüentadores assíduos do baile e potencialmente um casal.
Com muita música e dança, as personagens vão expondo suas fraquezas, ansiedades, toda a complexidade que compõe o ser humano, conduzindo o espectador a participar da trama pelo reconhecimento do outro. O voyeurismo de Álvaro (Leonardo Villar, de O Pagador de Promessas) reforça a adesão do público: por estar com o pé contundido, ele não dança, apenas observa, de sua mesa, a parceira Alice (Tônia Carrero, de Tico-tico no Fubá).
Marici (Cássia Kiss, de Meu Nome Não É Johnny), do outro lado do salão, também tem seu ponto de observação e, abandonada na mesa, vai alimentar sua angústia por não ter mais os atrativos que a jovem Bel tem.
Assim, a narrativa é conduzida de maneira vigorosa, como se estivéssemos presentes ao baile, observando os dançarinos e os conflitos que dão à trama elementos realísticos do cotidiano.
Chega de Saudade foi fotografado por Walter Carvalho (de Janela da Alma), que também comandou a câmera, fazendo-nos mergulhar de cabeça no baile da saudade, com movimentos de trezentos e sessenta graus, ou seja, com uma câmera dançante. Também são belíssimos os planos de detalhe, de objetos sobre as mesas, de pés dançantes, mãos e, principalmente, faces, em que despontam, sem maquiagem, uma profusão de rugas. O filme é ainda de grande ousadia e dificuldade, pois acontece inteiramente em uma única locação, sem filmagens externas.
Laís Bodansky e sua equipe fizeram uma obra que celebra a música, como se a música pudesse ser captada pelas lentes da câmera e transmitida para a tela do cinema. A música, que é tempo por excelência, parece servir de alegoria para o próprio tempo da existência. E a gente dança enquanto dura a música.
A diretora e a equipe também extraíram os “defeitos” do ser, no que poderíamos até falar em sete pecados capitais. Com exceção do pecado da preguiça, pois, no filme, ninguém quer ficar sem par, sem dançar. Como aquele famoso trio elétrico, de que só não vai atrás quem já morreu.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Não haverá sessão
Informamos que não haverá sessão dos Amigos do Cinema no dia 22/08.
Aguardem a sessão da próxima semana!!
Postado por Amigos do cinema às 08:46
Assista aqui o filme Dois Andares
Assista aqui o filme Teatro de Titãs

O cinema não morreu
Wim Wenders foi a atração de ontem no Fronteiras do Pensamento
Terminou ontem uma semana histórica para os cinéfilos porto-alegrenses. Oito dias depois do norte-americano David Lynch, foi a vez de o alemão Wim Wenders encantar o público do seminário Fronteiras do Pensamento. Com bom humor, fala pausada e um discurso otimista, oposto ao do cineasta britânico Peter Greenaway, astro do Fronteiras do ano passado, Wenders falou sobre sua obsessão pelos filmes de estrada, as críticas que têm recebido nos últimos anos e o futuro do cinema.
No início da tarde, ainda com um café e um prato de sobremesa sobre a bancada montada pela organização do seminário, demonstrou boa disposição na coletiva de imprensa – mesmo com as perguntas mais delicadas, como sobre a repercussão negativa de seu último filme, Palermo Shooting (sem estréia prevista no Brasil).
– Esse filme fala da morte, que é o maior tabu do cinema. Talvez por isso tenha sido mal-recebido. Nos filmes de hoje se pode matar à vontade, mas, reflexões sobre a morte, isso não parece ser muito tolerado – afirmou.
Questionado sobre as provocações de Greenaway, que, em 2007, no mesmo palco do Salão de Atos da UFRGS, sentenciara o cinema à morte por não ter “desenvolvido sua linguagem aproveitando as possibilidades das novas tecnologias”, economizou nas palavras. Mas não na sua contundência:
– A diferença entre Greenaway e eu é que ele é um pessimista e eu, um eterno otimista. A história do cinema é circular, dá voltas. Inovações aparecem de todos os países, a qualquer momento. Hoje Greenaway está certo (ao dizer que novas tecnologias não levaram a linguagem do cinema a evoluir), mas talvez o futuro diga que está errado. Torço para isso.
O otimismo foi a marca de seu discurso até quando Wenders foi instigado a comparar seus trabalhos atuais com os do início de sua trajetória:
– Nasci logo após a II Guerra, num país devastado. Não tive pais alemães no cinema, só avós. Meus mestres são cineastas de outros países. Se hoje pareço fazer um cinema desvinculado de referenciais históricos (como sugeriu a pergunta), é porque estou muito mais interessado no futuro do que no passado.
E o futuro, indica Wenders, ele próprio um professor em Berlim, onde mora, está no ensino do cinema.
– Levo muito a sério o ato de dar aula. E numa escola de arte, que ensina os jovens a fazer arte, e não a produzir de acordo com as regras do sistema.
Como que legitimando seu discurso, antes de se dirigir ao palco do Fronteiras, onde conversou com o público com mediação de Carlos Gerbase, ele ainda fez a alegria de uma platéia de alunos de cinema da PUCRS, numa palestra cheia de revelações sobre os bastidores de alguns de seus filmes. Pelo incentivo que sua presença representou, e pelo encanto que provocou em todo o público, a retórica nem precisava ser tão positiva.
Fronteiras em filmes
O filme que Gustavo Spolidoro rodou com Wim Wenders integra uma série de documentários dirigidos por cineastas gaúchos sobre as conferências do Fronteiras do Pensamento Copesul Braskem 2008. O mais novo título a ficar pronto, Fragmentos de Arrabal, de Fernando Belens, que registra a passagem do dramaturgo e diretor de teatro espanhol Fernando Arrabal por Porto Alegre, estará disponível para ser assistido a partir das 23h59min de hoje no site www.fronteirasdopensamento.com.br.
Não haverá sessão
Informamos que não haverá sessão dos Amigos do Cinema no dia 22/08.
Aguardem a sessão da próxima semana!!
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
O Banheiro do Papa - Sessão de 15 de agosto

Em nossa tradicional sessão apresentaremos o drama, em parceria com o Cine Santa Cruz, "O Banheiro do Papa", às 21h.
O Banheiro do Papa
Brasil / Uruguai / França, drama, 2007, 97 min.
Sinopse:
1998, cidade de Melo, na fronteira entre o Brasil e o Uruguai. O local está agitado, devido à visita em breve do Papa. Milhares de pessoas virão à cidade, o que anima a população local, que vê o evento como uma oportunidade para vender comida, bebida, bandeirinhas de papel, souvenires, medalhas comemorativas e os mais diversos badulaques. Beto (César Trancoso), um contrabandista, decide criar o Banheiro do Papa, onde as pessoas poderão se aliviar durante o evento. Mas para torná-lo realidade ele terá que realizar longas e arriscadas viagens até a fronteira, além de enfrentar sua esposa Carmen (Virginia Mendez) e o descontentamente de Silvia (Virginia Ruiz), sua filha, que sonha em ser radialista.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
A outra - Sessão de 08 de agosto

Em nossa tradicional sessão apresentaremos o drama, em parceria com o Cine Santa Cruz, "A outra", às 21h20.
A outra (The Other Boleyn Girl)
EUA/Inglaterra, drama, 115 min., 2008
Sinopse:
Ana (Natalie Portman) e Maria (Scarlett Johansson) são irmãs que foram convencidas por seu pai e tio ambiciosos a aumentar o status da família tentando conquistar o coração de Henrique Tudor (Eric Bana), o rei da Inglaterra. Elas são levadas à corte e logo Maria conquista o rei, dando-lhe um filho ilegítimo. Porém isto não faz com que Ana desista de seu intento, buscando de todas as formas passar para trás tanto sua irmã quanto a rainha Catarina de Aragão (Ana Torrent).
Site Oficial: www.sonypictures.com/movies/theotherboleyngirl
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
um beijo roubado
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Circuito em construção - Carta de Copacabana
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Sessão dia 01º de agosto de 2008
A tradicional sessão da Associação Amigos do Cinema será em comum com a programação do Cine Santa cruz, com a exibição do filme " Um beijo roubado", às 21 hrs.
Sinopse:
Um Beijo Roubado (My Blueberry Nights)
Hong Kong / China / França, 2007, drama, 90 min.
Nova York. Jeremy (Jude Law) administra um pequeno café e restaurante. Muito irritada, Elizabeth (Norah Jones) descobre que seu namorado comeu lá com outra mulher. Zangada com a traição dele, ela rompe o namoro e deixa suas chaves com Jeremy, caso seu ex-namorado as queira de volta. Elizabeth retorna ao café várias vezes e ela e Jeremy começam a se sentir bem atraídos um pelo outro. Mesmo assim ela sai da cidade e então viaja de ônibus para Memphis, Tennessee, onde tem dois empregos, pois quer economizar para comprar um carro. Sem revelar onde vive ou trabalha, ela manda um cartão-postal para Jeremy, que fracassa ao tentar localiza-la. Elizabeth conhece pessoas como o policial Arnie Copeland (David Strathairn), que se tornou alcoólatra pois não aceita o fato de Sue Lynne (Rachel Weisz), sua esposa, tê-lo deixado. Elizabeth testemunha o trágico desdobramento desta separação e, já em Nevada, conhece Leslie (Natalie Portman), que adora jogar pôquer por garantir que sabe "ler" o rosto das pessoas.
- É o 1º filme em inglês do diretor Wong Kar-Wai.
- Foi o filme de abertura do Festival de Cannes 2007.
Aguardamos todos lá.
Abraço,
Caco
Presidente do Cineclube Amigos do Cinema
quinta-feira, 5 de junho de 2008
"Pai Patrão"
Em nossa tradicional sessão de sexta apresentaremos o drama italiano dos irmãos Taviani "Pai Patrão", às 21hs no Cine Santa Cruz.
Sinopse:
Itália, 1977, drama, 117 min.
Vencedor da Palma de Ouro de Melhor Filme no Festival de Cinema de Cannes, Pai Patrão é um dos filmes mais aclamados dos anos 70. Uma obra-prima dos irmãos Taviani, diretores dos memoráveis Bom, Dia Babilônia e A Noite de São Lourenço. Baseado numa história real, este contundente drama mostra a trajetória de Gavino, um menino que é obrigado pelo pai, interpretado por Omero Antonutti, a abandonar os estudos para trabalhar no campo, cuidando das ovelhas na Sardenha, sul da Itália. Todas as suas tentativas de mudar de vida são frustradas pela ignorância e pela violência do patriarca. Com o tempo, o jovem Gavino, interpretado por Fabrizio Forte, descobre sua única saída: estudar. Ter a arma que seu pai não possui: a cultura. Drama contundente que retrata a forma primitiva de estranhamento e opressão milenar: a do patriarca, senhor da Vida e da Morte no seio da família, instituição primordial da sociedade humana. No caso, o pai oprime o filho, buscando nele força de trabalho servil na atividade de pastoreio. Por isso, castra toas as possibilidades de desenvolvimento humano de Gavino. O estranhamento é imposto pelo próprio pai, assumindo caráter ancestral, quase-natural, ligado a formas tradicionais de opressão social. Os Irmãos Taviani expõem o conflito entre disposições ancestrais primitivas, quase da Natureza inculta, em plena época da modernidade do capital. É através da reapropiação da cultura que Gavino irá buscar uma saída para seu estranhamento primordial. O pai, como a Natureza, é superado, mas não eliminado, como sugere a cena final. Ele persiste como memória-hábito, no gesto da vigília cadenciada no pasto.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
" Metropolis"
Em nossa tradicional sessão de sexta, apresentaremos o drama alemão: " Metropolis" , de Fritz Lang, às 21 hs no Cine Santa Cruz.
Aguardamos todos lá.
Abraço,
Caco
Presidente do Cineclube
Amigos do Cinema
quarta-feira, 21 de maio de 2008
"Asas do Desejo"
na sessão do dia 23, sexta, apresentaremos o drama alemão "Asas do Desejo".
Este filme inspirou o filme americano "Cidade dos Anjos"
Sinopse: Na Berlim pós-guerra, dois anjos perabulam pela cidade. Invisíveis aos mortais, eles lêem seus pensamentos e tentam confortar a solidão e a depressão das almas que encontram. Entretanto, um dos anjos, ao se apaixonar por uma trapezista, deseja se tornar um humano para experimentar as alegrias de cada dia.
Dirigido por Wim Wenders (Buena Vista Social Club).
Alemanha, drama, 1987, 130 min.
Aguardamos todos lá!
Abraço,
Caco
Presidente do Cineclube Amigos do Cinema
