Sessões todas Segunda-feira, 20 horas, Estação Férrea

Estamos de volta!
Caros amigos do cinema, reiniciamos as atividades de 2012 com sessões as segundas
-feiras no Centro de Cultura Francisco Frantz (antiga Estação Férrea), com início às 20 horas e que são seguidas de debates e conversas sobre os filmes.
Também como de costume, as sessões são gratuitas e abertas ao público em geral.


Contate-nos pelo email: amigosdocinema@gmail.com

quinta-feira, 3 de maio de 2012

FILME TETRO NO DIA 07/05 20HS CENTRO DE CULTURA


SINOPSE
Buenos Aires. Bennie (Alden Ehrenreich) reencontra Tetro, o irmão mais velho (Vincent Gallo), que jurou nunca mais ver a família. Outrora um brilhante poeta, Tetro está distante e amargo. Rejeitou o nome e deixou de escrever. Na casa em La Boca, Bennie descobre textos antigos do irmão. Neles estão guardados os segredos daquela família arruinada por rivalidades.
- Filmado na Argentina
- O filme foi todo rodado em cor e depois convertido para preto e branco. Porém o filme não é todo assim, existem cenas com toques de cor e até mesmo cenas completamente coloridas. Coppola diz que foi inspiração de seu filme “O Selvagem de Motocicleta” e que os dois tem uma ligação espiritual.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Francis Ford Coppola
Elenco: Vincent Gallo, Alden Ehrenreich, Maribel Verdú, Silvia Pérez, Rodrigo De la Serna, Erica Rivas, Mike Amigorena, Lucas Di Conza, Adriana Mastrángelo, Klaus Maria Brandauer
Produção: Francis Ford Copolla, Gerardo Herrero
Roteiro: Francis Ford Coppola
Fotografia: Mihai Malaimare Jr.
Trilha Sonora: Osvaldo Golijov
Duração: 127 min.
Ano: 2009
País: Estados Unidos/ Itália/ Espanha/ Argentina
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Imovision
Estúdio: American Zoetrope / Zoetrope Argentina / Tornasol Films / BIM Distribuzione / Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales (INCAA) / Televisión Española (TVE) / Canal + España / Instituto de la Cinematografía y de las Artes Audiovisuales (ICAA) / Instituto de Crédito Oficial (ICO)
Classificação: 14 anos


CRÍTICA (Paulo Gadioli – Cineclick)

Logo no pôster principal de Tetro está escrito “do mesmo diretor de Apocalypse Now e O Poderoso Chefão”. Estes dois grandes sucessos realizados ainda quando era jovem parecem assombrar Francis Ford Coppola, assim como os relacionamentos familiares povoam a maior parte das obras do cineasta. Em seu novo filme, o realizador novamente revela, através de um mosaico sentimental, suas próprias incertezas e dúvidas sobre o tema que circunda a maior parte de seus filmes: a família.
Tetro se passa na Argentina e conta a história de Benny, um jovem norte-americano que vai ao encontro de seu irmão, antes um talentoso escritor, mas sumido há anos, supostamente para escrever seu novo livro. Chegando na Argentina, onde Angelo, irmão dele, mora, Benny percebe que a aversão do homem que agora é conhecido como Tetro à família é algo muito grande, até mesmo assustador.
A atuação, ao lado da fotografia, é o principal ponto positivo de Tetro. Vincent Gallo (Brown Bunny) convence como um rebelde rapaz que tenta reconstruir a vida em outro lugar, longe de sua família, Mirabel Verdú vive uma excelente companheira, acostumada aos altos e baixos de seu marido. Mas o grande destaque fica por conta de Alden Ehrenreich, que faz aqui seu primeiro filme de longa metragem e já dá conta do recado, vivendo o curioso irmão Benny, personagem responsável por mover toda a engrenagem da história.
Ao utilizar uma fotografia em preto-e-branco, Coppola consegue criar uma excelente ambientação, jogando bem com as sombras de uma Buenos Aires sombria. Mas, em determinados momentos, como flashbacks e imaginações, o diretor optou por transportar, inadvertidamente, a película para uma imagem colorida. Não fica claro se esta atitude foi tomada por um conceito estético ou por pura presunção de que as pessoas não conseguiriam distinguir as linhas temporais do filme. De qualquer forma, algumas dessas cenas em cor acabam por destruir a imagem séria que o filme vinha construindo já que, com o baixo orçamento que foi planejado, as sequências em que mais se utilizaria efeitos especiais e derivados acabam por deixar a desejar, protagonizando alguns momentos até mesmo de constrangimento.
A trama vai sendo apresentada aos poucos, uma parte pelo próprio Tetro e outra através dos textos que ele havia escrito. Benny, com o auxílio de Miranda, esposa de Tetro, vai encontrando e unindo as peças como se fosse um quebra-cabeça, para entender um pouco mais sobre sua família. O filme começa com fortes luzes estroboscópicas, que se tornam um elemento recorrente no decorrer do filme e que, quando explicadas, passam a justificar o comportamento de Tetro. Assim como essas luzes, o maestro Carlo, pai dos dois irmãos, também é uma figura onipresente no longa, sendo marcado como a figura opressora e inimigo comum dos dois rapazes.
Mesmo com um empolgante início e meio, o longa começa a se perder próximo ao final, após Benny transformar os escritos do irmão em uma peça, que é aclamada pela respeitada crítica Alone, vivida por Carmen Maura. Ela já havia aparecido antes no longa, tendo sido convidada a prestigiar uma encenação de Fausta, uma versão alternativa baseada no famoso livro de Goethe. Esta primeira aparição de Alone pode até ser encarada como um prenúncio das cenas surreais que estariam por vir. 
Durante a viagem que Tetro, junto a seu irmão e o resto do grupo, faz até o festival da Patagônia, onde sua peça será exibida, o longa caminha da seriedade para o absurdo e o perdido, momento que fica muito bem representado pela cena de extremo mau gosto onde, ao procurar desesperada por seu marido, Miranda encontra uma surpresa inesperada na estrada.
Um filme que começa bem e termina mal, em todos os aspectos possíveis. Provavelmente, você não verá nos pôsteres futuros dos filmes de Coppola a anotação “Do Mesmo Diretor de Tetro”, mas, ainda assim, este é um filme que mostra que o cinema de autor ainda pode funcionar na cabeça deste agora velho e experiente senhor de 71 anos.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

ADEUS MENINOS DE LOUIS MALLE DIA 30/04 20HS CENTRO DE CULTURA



SINOPSE
França, inverno de 1944. Julien Quentin (Gaspard Manesse) é um garoto de 12 anos que frequenta o colégio Sr. Jean-de-la-Croix, que enfrenta grandes dificuldades devido a 2º Guerra Mundial. Lá ele se torna o melhor amigo de Jean Bonnett (Raphael Fejto), um introvertido colega de classe que Julien posteriormente descobre ser judeu. A tragédia chega à escola quando a Gestapo invade o local, prendendo Jean, outros dois alunos eainda o padre responsável pelo colégio.

FICHA TÉCNICA
Título original:
Duração:
103 minutos (1 hora e 43 minutos)
Gênero:
Drama
Direção:
Louis Malle
Ano:
País de origem:
FRANÇA
ELENCO:


Gaspard Manesse (Julien Quentin)
Raphael Fejto (Jean Bonnet)
Francine Racette (Madame Quentin)
Stanislas Carré De Malberg (François Quentin)
Peter Fitz (Muller)
Pascal Rivet (Boulanger)
Benoît Henriet (Ciron)
Richard Lebouef (Sagard)
Xavier Legrand (Babinot)
Irène Jacob (Davenne)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Cópia fiel de Abbas Kiarostami dia dia 9, 20h, segunda na Estação Férrea



Se a qualidade de uma obra de arte depende do contexto e está nos olhos de quem a vê, argumenta o escritor inglês James Miller (William Shimell) no começo de Cópia Fiel (Copie Conforme, 2010), então uma falsificação pode ter a mesma validade do original. É como a imagem da Coca-Cola reinventada pela pop art, diz ele, que está na Toscana para divulgar o seu livro, intitulado justamente Cópia Fiel.
Em seu primeiro filme rodado fora do Irã, o mais importante cineasta do país, Abbas Kiarostami, parte desse princípio de Miller para legitimar a sua homenagem a Viagem à Itália. Como no clássico de 1954 de Roberto Rosselini, temos o que normalmente seria uma pequena questão burguesa - os problemas de relacionamento de um casal - amplificada pela concha acústica que é a história da arte europeia. Uma obra depende de seu contexto: entre os muros da Itália, as pequenezas da vida a dois se tornam material de um drama maior.
James Miller precisa voltar para a Inglaterra, mas antes aceita de Elle (Juliette Binoche), uma francesa dona de galeria que há anos vive na Itália com seu filho, um convite para passear pelas ruazinhas da comuna de Lucignano. Passando por um café, os dois são confundidos como marido e mulher, e por brincadeira passam a encenar esses papéis. O momento dessa virada é essencial: James e Elle por uma viela antes deserta, mas que de repente se enche de varais e mulheres e barulhos de bebês. É como se atravessassem um portal para o neorrealismo.
Kiarostami diz que cada um deve interpretar a obra como quiser, mas é inegável que duas obsessões de sua cinematografia iraniana seguem preservadas aqui: as mulheres e o tempo. Em filmes como Gosto de Cereja (1997), a obra que transformou Kiarostami em grife e o cinema iraniano em moda, percebe-se mesmo no mais seco monte de terra o acúmulo do tempo. O tempo, inscrito na paisagem, é que molda os homens. Mas com as mulheres é diferente. Elas vivem no Irã em uma espécie de estado de suspensão, numa semiclandestinidade, e sobre elas o tempo não parece agir. É uma condição trágica, no fundo, e Kiarostami tem passado anos fazendo filmes com close-ups de mulheres para tentar socorrê-las.
Na Europa de Viagem à Itália e de Cópia Fiel, o secularismo permite um acúmulo do tempo distinto do iraniano. É o tempo, por exemplo, que cerca James à esquerda e à direita na cena da foto com a noiva. Lucignano surge constantemente em espelhos, janelas, romanceada por velas, por não dá pra negar a História. Mas enquanto James Miller filosofa contra o "eterno" da arte, contra a mistificação, porque afinal logo retornará para a Inglaterra, a francesa Elle está sofrendo no rosto o peso dos anos mal vividos. Fora do Irã, é sobre as mulheres que age o tempo de Kiarostami.
E se o diretor apega-se ao close-up de Juliette Binoche, que nunca esteve tão bonita e tão vulnerável, é para entender por que tanto sorri essa sua Mona Lisa.

Fonte: http://omelete.uol.com.br/cinema/critica-copia-fiel/





domingo, 1 de abril de 2012

BIUTIFUL SERÁ EXIBIDO DIA 02/04 20HS NO CENTRO DE CULTURA


SINOPSE
Javier Bardem é Uxbal, um herói trágico, pai de dois filhos, e à beira da morte. Ele luta contra uma realidade distorcida e um destino que trabalha contra ele, o impedindo de perdoar e amar. Está frente a frente com um mundo desestruturado e numa espiral decadente de degradação, mas tenta a todo custo manter a dignidade. Paralelamente, a história mostra a complexa situação dos imigrantes na Espanha.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Alejandro González Iñárritu
Elenco: Javier Bardem, Blanca Portillo, Maricel Álvarez, Rubén Ochandiano
Produção: Fernando Bovaira, Alejandro González Iñarritu, Jon Kilik
Roteiro: Alejandro González Iñárritu, Armando Bo, Nicolás Giacobone
Fotografia: Rodrigo Prieto
Trilha Sonora: Gustavo Santaolalla
Duração: 147 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: Focus Features / Mod Producciones / Focus Features / Televisión Española (TVE) / Televisió de Catalunya (TV3) / Ikiru Films / Menageatroz
Classificação: 16 anos

CRÍTICA (Heitor Augusto, cineclick)

Alejandro González Iñárritu abandonou as múltiplas histórias entrecortadas e montagem frenética de Babel e Amores Brutos para se dedicar a apenas um personagem. O resultado é Biutiful, no qual o cineasta mexicano mergulha na dor de um pai quase como um processo terapêutico. Um filme propositalmente nauseante e desconfortável.
Se não é superinventivo, Biutiful não deixa de ser sincero. Como realizador, Iñárritu se expõe imensamente e chama um grande ator a fazer o mesmo: Javier Bardem, cujos grandes papéis são os quais ele se apropria da vida de seu personagem e embarca em sua essência, transcendendo a impressão de ser um ator vivendo outra vida para materializar uma pessoa na tela. Bardem incorpora a destruição de Uxbal, quarentão que vive de agenciar imigrantes chineses, além de ser pai de dois filhos pequenos e precisar prepará-los para a morte que se aproxima.
É muito curioso ver como a mesma história, dependendo do cineasta, pode ser contada de três maneiras diferentes. Biutiful concilia o drama de um pai perto da morte com a situação dos imigrantes na Espanha. Já vimos um ótimo filme sobre uma pessoa que prepara os familiares para sua morte, O Grão, cujo ritmo cinematográfico é dilatado; em relação ao tema da imigração, temos um suspense catártico, Olhos Azuis, com ótima atuação de Irandhir Santos.
Mas o que Iñárritu propõe ao embaralhar as duas narrativas é registrar um homem oprimido ou pela força da natureza (morte, se preferirem) ou pelo caldo social. Uxbal não tem escapatória, um herói retirado de uma tragédia. Assim, é mais que bem-vinda a narrativa circular de Biutiful. 
Uxbal está frente a frente com um mundo desestruturado, coisa que a câmera de Iñárritu não deixa de notar e ressaltar. Tanto o cineasta quanto o fotógrafo Rodrigo Prieto privilegiam o arco de degradação pela qual passa o protagonista. Uxbal está em queda livre e, mesmo tentando manter a dignidade, Biutiful sabe qual será seu destino e não sonega isso do espectador.
Do lado de fora da casa de Uxbal, está o mundo. Lá a situação é pior ainda, especialmente se você é imigrante em um subemprego qualquer na Europa. Aí, Iñárritu volta a trazer a política para seus filmes, assim como fizera em Babel, a partir de dramas familiares. Mas, sejamos sinceros, nesse novo filme, o que importa mesmo é Uxbal.

Biutiful
 atinge a intensidade pretendida ao sufocar seu personagem. Mesmo sem um roteiro poderoso, Iñárritu tenta consertar quase tudo na câmera. Na maioria das vezes consegue e apresenta um filme deliberadamente desconfortável. Assim como a vida de Uxbal, que de biutiful, como escreve sua filha, não tem nada.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

TV estatal da Argentina lança canal para exibir cinema nacional

Foi lançado na Argentina o primeiro canal de televisão digital com dedicação exclusiva a produções cinematográficas, o IncaaTV. O canal difunde filmes as 24 horas do dia, dos quais 70% são de produção argentina, 20% ibero-americana e o restante 10% está dedicado a obras realizadas em outras línguas. “É aposta em marcha de um projeto longamente sonhado, como é o de agrupar em um canal de difusão pública a arte cinematográfica argentina, seus atores, produtores e diretores de todas as épocas”, assinalou a presidente argentina, Cristina Kirchner.
Ressaltou a importância que tem a difusão da sétima arte para o enriquecimento pessoal e educativo; e elogiou o amplo crescimento das produções argentinas, ao lembrar que, no ano passado, o filme “O segredo de seus olhos”, do diretor Juan José Campanella, foi ganhador do Oscar como melhor filme estrangeiro.
“Necessitamos continuar pondo o acento no trabalho dos atores, na produção nacional (…) este setor reúne duas coisas fundamentais: ser uma poderosa indústria e ser arte, uma combinação fantástica que gera trabalho e gera identidade e expressão de uma sociedade”, asseverou Cristina.
O funcionamento da TV digital começou em janeiro passado com a distribuição gratuita de 3 milhões de decodificadores às classes menos favorecidas, que também receberam financiamento para comprar ou atualizar seus televisores.
O sistema digital, liderado pela TV Pública, o Canal 7 (canal7.com.ar) inclui outros 40 canais, incluindo um todo de notícias, outro de esportes, educação, cinema, infantil, novelas etc, com os sinais sendo emitidos pela empresa estatal de satélite ArSat, chegando a 17 cidades do país. O objetivo é atingir com os sinais todo o território nacional.
A ampla programação pode ser conferida no site www.incaatv.gov.ar

Vejam que beleza, 24 horas de filmes e é TYV estatal. Cristina está de parabéns.
Célia Zingler

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Hoje na Estação às 20 horas: Chinatown, de Roman Polanski

Chinatown
Sinopse
Los Angeles, 1937. J.J. Gittes (Jack Nicholson), um detetive particular, recebe a visita de uma mulher que deseja contratá-lo, pois acredita que seu marido, o engenheiro-chefe do Departamento de Águas e Energia, tem um caso. Porém, Gittes logo descobre que sua cliente na verdade era uma farsante, mas a verdadeira Evelyn Mulwray (Faye Dunaway) o encontra. Quando o marido aparece morto no reservatório de água da cidade, Gittes percebe a gravidade do caso. Seu envolvimento leva-o a ser atacado por gângsters e, após manter um romance com Evelyn, descobre que ela é filha de Noah Cross (John Huston), um dos homens mais poderosos da cidade. Gittes desconfia então que Cross, um rico proprietário que tem interesses ilícitos nas terras próximas ao reservatório, teve uma relação incestuosa com a filha, nascendo daí a jovem vista com o marido de Evelyn.

Ficha técnica

título original:Chinatown
duração:02 hs 10 min
ano de lançamento:1974
direção: Roman Polanski
roteiro:Robert Towne
produção:Robert Evans
música:Jerry Goldsmith
fotografia:John A. Alonzo
direção de arte:W. Stewart Campbell
figurino:Anthea Sylbert
edição:Sam O'Steen

Elenco
Jack Nicholson (J.J. Gites)
Faye Dunaway (Evelyn Cross Mulwray)
John Huston (Noah Cross)
Perry Lopez (Tenente Lou Escobar)
John Hillerman (Russ Yelburton)
Darrell Zwerling (Hollis I. Mulwray)
Diane Ladd (Ida Sessions)
Roy Jenson (Claude Mulvihill)
Richard Bakalyan (Detetive Loach)
Joe Mantell (Lawrence Walsh)
Bruce Glover (Duffy)
Nandu Hinds (Sophie)
Belinda Palmer (Katherine Cross)
Roman Polanski (Homem com uma faca)

terça-feira, 25 de maio de 2010

As sessões de 2010 até agora (abril/maio)

24/05/2010
Down By Law
Sinopse: O diretor de "Estranhos no Paraíso", Jim Jarmusch, melhora seu estilo estático e impassível, perminindo aos personagens desse "Dawn By Law" um pouco mais de vida. Na verdade, ele parece está mais otimista em relação a atividade. Ele coloca no filme o energético comediante italiano Roberto Benigni, que parece com um boneco Kewpie de cabelos negros. Seus momentos vívidos inspiram seus companheiros letárgicos (John Lurie, Tom Waits) a falar, cantar, e, resumindo, relaxar um pouco. Os três ne encontram na mesma cela da cadeia e eventualmente acabam escapando juntos. "Dawn By Law" provavelmente figura como uma das melhores comédias da década.

Direção: Jim Jarmusch
Elenco: John Lurie, Tom Waits, Roberto Benigni, Ellen Barkin
Cor, 35mm, 90 Min
USA, 1986

17/05/2010
A vida secreta das palavras
La Vida Secreta de las Palabras
Hannah (Sarah Polley) tem 30 anos, é introvertida, solitária, misteriosa e trabalha numa indústria têxtil. Ela vai passar as férias num pequeno povoado costeiro, em frente a uma plataforma petrolífera. Um incidente faz com que ela permaneça alguns dias na plataforma cuidando de Josef (Tim Robbins), que sofreu uma série de queimaduras que o deixaram cego temporariamente. Com ele trabalham vários outros homens, cada um com uma personalidade marcante.

A vida da reservada Hannah se resume a seu trabalho numa indústria têxtil. Um dia o patrão praticamente a obriga a tirar férias, o que a deixa desnorteada. Sem saber como passar o tempo, ela arruma uma ocupação inusitada: ir para uma plataforma petrolífera cuidar de Josef, um funcionário que sofreu um grave acidente. Ele tem queimaduras por todo o corpo e está temporariamente cego. A princípio, parece tratar-se de um filme sobre a incomunicabilidade humana. Além de Hannah e Josef, todos a bordo da plataforma parecem estar ali por uma tendência ao isolamento. Tão envolvidos com seus próprios fantasmas que é como se estivessem sozinhos. O filme começa frio, impessoal como a protagonista prefere manter suas relações. Mas, progressivamente, a dolorida história de Hannah vai se revelando e ganhando o espectador. Há muito mais sobre a personagem do que se supõe numa primeira leitura. A mulher retraída, solitária e que gosta que assim o seja é uma percepção correta, porém superficial. E é justamente quando o filme começa a revelar o porquê do seu comportamento que certas passagens mostradas anteriormente ganham um sentido mais amplo, como, por exemplo, a obsessão de Hannah com as barras de sabão. Mas é um significado mais sugerido do que imposto. Sutilezas da direção da promissora Isabel Coixet, que também realizou o sensível "Minha vida sem mim". Outro ponto alto são as interpretações comoventes de Sarah Polley e Tim Robbins. Todos os diálogos entre os dois são repletos de emoção genuína. Há, ainda, um pequeno mimo para os fãs de "Casablanca": é possível reconhecer a citação quase literal de uma famosa fala de Humphrey Bogart.

duração:01 hs 55 min
ano de lançamento:2005
site oficial:http://www.lavidasecretadelaspalabras.com/
estúdio:El Deseo S.A. / Hotshot Films
distribuidora:Europa Filmes
direção: Isabel Coixet
roteiro:Isabel Coixet
produção:Esther García
fotografia:Jean-Claude Larrieu
direção de arte:Nigel Pollock
figurino:Tatiana Hernández
edição:Irene Blecua

10/05/2010
A banda
Uma pequena banda da polícia egípcia chega a Israel. Eles vieram para tocar na cerimônia de inauguração de um centro cultural árabe. Porém, por causa da burocracia, falta de sorte e outros imprevistos, são esquecidos no aeroporto. A banda tenta se deslocar por conta própria, mas vai parar numa pequena e quase esquecida cidade israelense, em algum lugar no coração do deserto.

A Banda
Celso Sabadin
De tempos em tempos, aparece um filme que comprova, mais uma vez, a força e o valor da simplicidade. Quanto mais o cinema se perde em efeitos pirotécnicos, montagens estroboscópicas, tomadas de câmera mirabolantes e trilhas sonoras intermitentes, mais a sobriedade narrativa encontra seu espaço e conquista fãs em todo o mundo cinematográfico. A mais recente prova disso é a co-produção Israel/ França/ EUA A Banda . Até o momento, o filme já ganhou mais de 20 prêmios em festivais tão diferentes como Cannes, Copenhaguen, Porto, Montreal, Munique, Sarajevo e Tóquio, entre outros. E tudo isso por saber contar uma história tão simples quanto envolvente e significativa. A trama começa quando uma pequena banda da polícia egípcia desembarca em Israel e não há ninguém no aeroporto para buscá-los. Imediatamente, se instala um clima de estranheza. Os homens vestidos de azul contrastam com o pálido tom de areia do lugar. A direção de arte é rude, árida e gráfica. Este pequeno grupo, forte representante da cultura árabe, se vê perdido de uma hora para outra em pleno Israel, sem ter a quem recorrer. Num ato de autonomia, tentam andar pelas próprias pernas e procurar, de qualquer maneira, o local onde deveriam se apresentar. Acabam chegando num vilarejo desértico, à beira do nada, onde procuram pelo tal Centro de Cultura Árabe onde estaria marcada a apresentação da banda. Uma das moradoras é enfática: “Aqui não tem cultura árabe. Nem cultura judaica. Nem cultura nenhuma...” A partir daí, os integrantes do perdido grupo musical se vêem numa espécie de limbo social, um lugar onde parece que o mundo parou, onde o choque cultural é o maior catalisador para que se comprove novamente que, seja no Egito, em Israel ou no lugar mais desolado do mundo, os seres humanos no fundo são todos iguais. E só desejam a simplicidade do complicado ato de ser feliz. Um trabalho notável do roteirista e diretor praticamente estreante Eran Kolirin, nome muito mais associado à televisão de Israel que propriamente ao cinema.

Elenco:: Shlomi Avraham, Saleh Bakri, Ronit Elkabetz, Sasson Gabai, Uri Gavriel, Imad Jabarin, Ahuva Keren, François Khell, Hisham Khoury, Tarak Kopty
Origem: Israel/ França/ EUA
Dirigido por: Eran Kolirin
Produzido por: Ehud Bleiberg, Koby Gal-Raday, Guy Jacoel, Eylon Ratzkovsky, Yossi Uzrad
Fotografia:Shai Goldman
Trilha Sonora:Habib Shadah
Duração: 87 min.
Lançamento: 20 de Jun, 2008

03/05/2010
Cerejeiras em Flor
Quando descobre que seu marido tem pouco tempo de vida, Trudi não sabe se deve contar a ele a verdade. Em vez disso, ela decide planejar com Rudi uma viagem, para que aproveitem bem estes últimos momentos juntos. Sonhando conhecer o Japão, país pelo qual é apaixonada, a mulher decide que este será o destino do casal, mas que antes eles irão até Berlim, para fazer uma última visita a seus dois filhos que moram lá.
A viagem, porém, não é como eles imaginavam, já que os filhos sequer têm tempo de dar qualquer atenção aos dois. Quando seguem sua viagem, o inesperado acontece e Trudi morre. Ainda sem saber que também tem pouco tempo de vida, Rudi decide fazer uma homenagem à esposa, então continua com os planos e vai até o Japão. Lá, após conquistar a amizade de uma jovem, Rudi percebe os sacrifícios que sua mulher havia feito por amor a ele.
Hanami- Cerejeiras em Flor é dirigido pela alemã Doris Dorrie, cineasta de sucesso nos anos 80. Na época, a diretora de Elas Me Querem e Dinheiro, Dinheiro, Dinheiro, fez sucesso com comédias populares que satirizavam a imagem do homem. O filme foi indicado ao Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2008, e exibido na 32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Duração: 127 min
Título Original: Kirschbluten - Hanami.
Origem: Alemanha / França, 2008.
Direção: Doris Dorrie.
Roteiro: Doris Dorrie.
Produção: Harald Kugler e Molly Von Furstenberg.
Fotografia: Hanno Lentz.
Edição: Frank C. Muller e Inez Regnier.
Música: Claus Bantzer. ::..
Elenco : Elmar Wepper, Hannelore Elsner, Aya Irizuki, Maximilian Brückner, Nadja Uhl, Birgit Minichmayr, Felix Eitner, Floriane Daniel, Celine Tanneberger, Robert Döhlert, Tadashi Endo, Sarah Camp, Gerhard Wittmann e Veith von Fürstenberg.

26/04/2010
O segredo de seus olhos
Durante 25 anos um crime permaneceu sem solução na memória de Benjamín Espósito. Agora, bem
mais maduro, ele decide voltar a essa história, questionando de novo aquele passado de amor, morte e amizade. Porém, essas recordações, postas em liberdade, lembradas tantas vezes, mudaram

Origem: Argentina e Espanha
Estréia 26 de Fevereiro de 2010
Direção: Juan José Campanella
Roteiro: Juan José Campanella e Eduardo Sacheri
Duração: 127 min
Ano: 2009